EI: DO INÍCIO AO FIM? ATÉ ONDE VAI O PODER DO ESTADO ISLÂMICO

Quem são, como atuam, e quais são os principais alvos do Estado Islâmico

Por: Leonardo Oliveira

Não foi de uma forma repentina que o Estado Islâmico surgiu, influenciado quase que instantaneamente por costumes e crenças das tribos que habitavam o Oriente Médio muito antes do nascimento do profeta Maomé, que aos 40 anos recebeu revelações do Arcanjo Gabriel, se estendendo pelo período de 23 anos até originar o Alcorão, livro sagrado dos islâmicos. Com uma ideologia de pregar um partilhamento igualitário para o que os seguiam, contrariando a classe dominante, nesse caso os mais afortunados, porém, enquanto de um lado pensava de uma forma justa e mais nobre, de outro, invadia estados, cometia os mais diferentes abusos e combatia os infiéis que não seguiam as leis determinadas do Alcorão. Para que essas leis perpetuem até os dias atuais, Maomé deixou um legado extenso e também a função de Califa com o intuito de continuarem o “trabalho de Deus”. Seguindo essa regra, Abu Bakr al-Bagdad, atual líder, define-se “Califa” de todo o povo islâmico, recuperando os preceitos de Maomé e fazendo-se cumprir todas as doutrinas de Alá.

O grupo mostra-se extremamente violento e é vinculado á pratica de atrocidades, como: sequestros, assassinatos e torturas. As milícias do Estado Islâmico ostentam tanques de guerra, armamentos pesados, exibindo cabeças decapitadas em praça pública gritando nome de Alá.

Há grupos específicos que estão na mira do EI, como a minoria religiosa Yazidi (habitam o noroeste do Iraque), onde há a exigência que a seita se converta ao islamismo e fazem das mulheres da região, escravas sexuais.

Os cristãos também são silenciados pelo grupo e mulheres forçadas a usar burca, pois o EI acredita que “Quem não acredita em Alá será punido”

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Grupos fogem do Estado Islâmico

.Crianças e adolescentes também são vítimas. São separados dos pais ainda muito novos, são obrigados a estudar o Alcorão e fazer exercício físico. O resultado disso são jovens sendo utilizados para atentados suicidas e para decapitação de reféns. As mesmas atrocidades acontecem com crianças cristãs, xiitas, sunitas e Yazidi. Onde há relatos de matança coletiva, decapitação, crucificações, escravização e abuso sexual. O Estado Islâmico fez mais de 400 vítimas (mulheres e crianças) só no mês de junho.

A visão do ocidente para o oriente

Questionada se o Brasil deve intervir de alguma forma na situação do Estado Islâmico, Vanessa Santos, funcionária da secretaria da FIAM (FACULDADES INTEGRADAS ALCÂNTARA MACHADO), diz que o Brasil não tem condições nem estruturas para intervir em um conflito dessa proporção e que prefere que nossas autoridades não se envolvam nesse confronto. “Estamos passando por uma das piores crises dos últimos tempos, os governantes devem focar em uma solução para isso, se meter em um conflito que não nos diz respeito diretamente, pode ser um grande erro. Além do que nosso país tem como aliado os EUA e nossa intervenção seria quase um apoio aos EUA, algo muito ruim, que poderia gerar um conflito direto do Estado Islâmico contra nosso país” Diz Vanessa.

Ainda sobre intervenção do Brasil no Estado Islâmico, os EUA afirmaram recentemente por meio de uma funcionária do Departamento de Estado que o governo Obama gostaria de ver o Brasil envolvido no esforço internacional contra os radicais, Roberta Jacobson disse que um país “tão grande e importante” como o Brasil teria um papel a desempenhar no esforço internacional comandado pelos Estados Unidos.

Dilma Rousseff, entretanto, já deixou bem claro que o Brasil é totalmente contra a forma com que os EUA estão agindo com o Estado Islâmico. Durante uma entrevista coletiva questionou “Vocês acham que bombardear o EI resolve o problema?”, respondendo logo em seguida, “Porque, se resolvesse, a questão Iraque já estaria resolvida”.

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