O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO E VIOLENTO

Roubos e furtos são cometidos por grupos de jovens em praias consideradas nobres

Por: Leonardo Oliveira

No último fim de semana, a cidade recebeu atenção não só pelo Rock in Rio, mas também devido aos crimes cometidos na zona-sul. Com a cidade cheia de turistas, eles levaram celulares, correntes, dinheiro, carteiras; além de agirem com violência.

Só na 14° DP,Leblon, mais de 80 queixas de furtos foram registradas entre sábado e domingo. Na 12° DP foram 71 furtos e 11 roubos.

A Justiça do RJ determinou na quarta-feira, 23, a internação provisória  de 28 menores  envolvidos, todos serão encaminhados à unidades do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas).

Pessoas assustadas durante arrastão em umas das praias do Rio de Janeiro

Orgulho do ato criminoso

Mesmo com a repercussão nacional desses acontecimentos,os autores dos crimes não fazem questão de esconder e postam em seus perfis nas redes socias para outros grupos e seguidores  fotos  dos objetos roubados das vítimas,uma delas leva a legenda “Zona-Sul é minha vitrine,lá eu escolho o meu maciço”, desbravando orgulho.

Há uma investigação para bloquear estes perfis com apologia ao crime,porém a maioria permanece na rede.

Objetos roubados são expostos em redes sociais

 Apartheid do século XXI

Após esses acontecimentos, o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, defenderam a ideia da abordagem de ônibus vindos da zona norte/oeste para a zona-sul, onde ficam as nobres praias Copacabana, Ipanema e Leblon. Jovens que estiverem sem documentos, dinheiro para comer,beber,pagar passagem e/ou sem documentos serão considerados suspeitos e levados à delegacia. Essa proposta contraria a recomendação do Ministério Público que defende que apreensões de menores só podem ser feitas mediante a flagrante, além de ferir o direito de ir e vir do ser humano.

A diferença social na cidade maravilhosa é abissal,enquanto um morador de Ipanema tem uma renda mensal equivalente a R$ 6 mil,e 60% com ensino superior,no Jacarezinho não chega a R$ 440 e só 1 a cada 100 moradores consegue concluir a faculdade.

Pelos olhos de quem está lá

A população do Rio de Janeiro acaba sofrendo e muito com a violência e os ataques sofridos em várias partes da cidade, os moradores acabam assistindo de camarote ou em várias vezes participam diretamente desses incidentes. Thiago Alamonso,20, carioca da gema é morador de um dos bairros mais nobres da cidade e diz que nunca sofreu nenhum ataque e com isso considera-se muito sortudo, afinal, não é uma realidade de todos os moradores ou de quem vai até a cidade para conhecer os pontos e praias tão incríveis.

“Eu, particularmente, nunca fui roubado ou passei por situações de extremo perigo, mas já vi algumas cenas chocantes e que muito me incomodaram, amigos e familiares já perderam bens materias, meu tio, por exemplo, perdeu a carteira, relógio e alguns anéis para os famosos batedores de carteiras. Isso me chateia demais e acredito que deveria ter um investimento na segurança mais pesado e que os governantes apostassem em polícias mais bem preparados, viaturas e em palestras para a população saber como se comportar e o que pode fazer quando passar por essas situações” diz Thiago.

A jornalista Amanda Gomes, 27, é paulista, mas sempre que possível visita o Rio de Janeiro, suas idas a Cidade Maravilhosa começaram há quatro anos. “Quando eu vou, não quero voltar” diz Amanda.

Com os frequentes arrastões no Rio de janeiro, a jornalista, que viajou para lá recentemente, não se intimidou: “Me sinto segura no Rio, nunca fui assaltada”. E complementa relatando que o máximo que presenciou foi uma briga em Ipanema e que havia seguranças por perto, logo tudo foi esclarecido.

Embora a cidade esteja passando por um momento que exige um olhar mais atento em questão de segurança pública, o Rio de Janeiro deixou de ser o epicentro da violência urbana, onde as regiões Norte e Nordeste indicam índices alarmantes, segundo Mapa da da Violência com pesquisas realizadas em 2014.

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